Jogos Pedagógicos

Jogos Pedagógicos
Quebra-cabeça

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Artigo

                                                       
                                          SILVEIRA, Maria Helena Freire da[1]
SILVA, Rozana Castilho Dias da[2]
RESUMO


Este artigo apresenta uma análise da pesquisa com professores do ensino fundamental, educação infantil e ensino especial da rede de ensino público de Cuiabá e Várzea Grande – MT, as representações e práticas de significação criadas no seu processo de trabalho com a ludicidade. Por meio de entrevistas com oito professores, em três escolas públicas do estado e três escolas públicas do município e através de estudos teóricos são analisadas as contribuições do lúdico no trabalho com a alfabetização no ensino fundamental, educação infantil e educação especial. Tendo como base uma pesquisa científica, bibliográfica e de campo acerca dos estudos desta temática realizado por autores como: Froebel (1782 -1852), Piaget (1975), Vygotsky (1984) entre outros que apresentam estudos importantes sobre esta temática. No entanto é possível afirmar que, nas escolas em análise e com aqueles professores, o trabalho com atividades lúdicas é um recurso didático fundamental considerando uma  forma de aprender prazerosamente e motivadora, tal como indicado pelos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN’s tornam-se indispensável sua aplicação para o desenvolvimento do ensino-aprendizagem. Em seu teor é possível fazer uma breve caminhada histórica sobre a inclusão do jogo no campo educacional, além de saber sobre algumas contribuições científicas deste recurso imprescindível no campo da alfabetização. Os resultados evidenciam o jogo e a brincadeira, pois fazem parte do processo de formação do ser humano, e, portanto, não podem ser excluídos como instrumentos didáticos no campo escolar, principalmente no período da educação especial, educação infantil e na alfabetização. Enfatiza também a necessidade do professor ter competência para utilizar o jogo, onde o planejamento e a base teórica não podem faltar ao utilizar o lúdico como recurso de ensino - aprendizagem.

PALAVRAS CHAVES: Lúdico - Aprender Brincando - Alfabetizando
INTRODUÇÃO

Nota-se hoje que vários autores se dedicam ao estudo acerca da ludopedagogia por perceberem que as crianças aprendem muito mais através de jogos, brincadeiras e o brincar.
         
          Os PCN’s e o Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil (RCNEI) resgatam a importância da ludicidade no cotidiano escolar; considerando-se as especificidades afetivas, emocionais, sociais e cognitivas das crianças de zero a seis anos, a qualidade das experiências oferecidas que podem contribuir para o exercício da cidadania devem estar embasadas nos seguintes princípios:

• o respeito à dignidade e aos direitos das crianças, consideradas nas suas diferenças individuais, sociais, econômicas, culturais, étnicas, religiosas etc.;
• o direito das crianças a brincar, como forma particular de expressão, pensamento, interação e comunicação infantil;
• o acesso das crianças aos bens socioculturais disponíveis, ampliando o desenvolvimento das capacidades relativas à expressão, à comunicação, à interação social, ao pensamento, à ética e à estética;
• a socialização das crianças por meio de sua participação e inserção nas mais diversificadas práticas sociais, sem discriminação de espécie alguma;
• o atendimento aos cuidados essenciais associados à sobrevivência e ao desenvolvimento de sua identidade.

A estes princípios cabe acrescentar que as crianças têm direito, antes de tudo, de vivenciar experiências motivadoras e prazerosas. É importante ressaltar a necessidade de coragem, disposições e, sobretudo compromisso para assumir uma nova postura de educação do século XXI, se conscientizando que o brincar e o jogo são primordiais no trabalho pedagógico junto com as crianças.
         
           Neste trabalho também é analisado o uso das atividades lúdicas no trabalho docente em escolas públicas da educação especial, infantil e de ensino fundamental nas cidades de Cuiabá-MT e Várzea Grande-MT buscando compreender o tipo de atividade lúdica utilizada e como vem sendo trabalhada a ludicidade pelos docentes.        Observa-se que o processo de alfabetização da criança no âmbito escolar precisa ainda ser repensado, uma vez que os avanços no ensino da leitura e da escrita inseridos no campo escolar merecem algumas observações, como por exemplo, a grande valia dos recursos pedagógicos que os jogos oferecem.
         
         Que realmente aconteça uma postura interdisciplinar para entender as causas do não aprendizado da leitura e da escrita e que a alfabetização possa ser construída através de atividades que permitam aos alunos comparar e reformular suas hipóteses, desenvolver habilidades e interação social.
        
         Uma possibilidade pode ser o uso de atividades lúdicas como um meio de superação das dificuldades de aprendizagem que possam vir a superar o fracasso escolar. Sob os relatos das teorias lúdico na educação, evidenciam-se as inúmeras contribuições de  Froebel (1782-1852 ), Piaget (1978 ) e Vygotsky (1984).

          Estes pensadores revelam que o lúdico tem papel fundamental na  formação dos indivíduos como elemento motivador no processo ensino aprendizagem, porém, se faz necessário que os educadores articulem esses processos em sala de aula oportunizando a seus alunos atividades lúdicas.

EDUCAÇÃO LÚDICA E SUA RETROSPECTIVA HISTÓRICA
                        
Estando o tema deste trabalho inteiramente direcionado a Educação Lúdica faz-se necessário apresentar alguns conceitos que imprescindivelmente poderão norteá-lo, tais como: uma retrospectiva histórica da ludicidade, conceitos. Segundo esclarece Almeida (1987) já na antiga Grécia pensadores como Platão (427-348) defendia as atividades lúdicas com valor educativo. Platão inseriu de um modo bastante diferente para a época, uma prática de matemática lúdica, tão  praticada hoje em dia. Ele aplicava exercícios de calculo ligados a problemas concretos, extraídos da vida e dos negócios, onde o mesmo dizia que: “Todas as crianças” devem estudar a matemática, pelo menos no grau elementar, usando como recursos pedagógicos desde cedo atrativos em forma de jogos. Para os romanos os jogos tinham a finalidade de preparo físico para a formação de soldados obedientes e devotos. No entanto, a influência grega traz às escolas romanas uma nova orientação, acrescentando à cultura física a formação estética e espiritual: uma atividade com fins educacionais, mas apenas como uma brincadeira utilizada pela população sem objetivos pedagógicos.
        
A partir do século XVIII fortaleceram as idéias sobre a importância do lúdico na educação. Segundo Oliveira (2002, p. 64) o educador Comênio (1592-1670) defendia que: “A exploração do mundo no brincar era vista como uma forma de educação pelos sentidos. Daí sua defesa de uma programação bem elaborada, com bons recursos materiais, racionalização do tempo e do espaço escolar”. Assim sendo é possível entender que os jogos eram utilizados para estimular os sentidos e com isto fazer com que as crianças pudessem avançar em seu desenvolvimento cognitivo. Importante ressaltar que a influência de Comênio no campo educacional incentivou o planejamento e a elaboração das aulas com objetivos pré-determinados.
        
Rousseu (1712) e Pestalozze (1746), por volta do  século XVII passaram a questionar esse ensino, surge assim um novo “Sentimento de Infância”; dando proteção para as crianças, auxiliando este grupo etário a conquistar um espaço na sociedade. Enquanto categoria social se inicia por estes estudiosos a elaboração de métodos próprios para a educação através de objetos extraídos da natureza (pedra, sementes, folhas, dentre outras) como recursos didáticos no ensino aprendizagem, no entanto, tais recursos não tinham o caráter manipulativo por parte dos alunos, eram somente de cunho visual.
       
       Surgem, então, pedagogos como Froebel (1782-1852), Maria Montessori (1870-1909), Oride Decroly (1871-1932) e muitos outros, que elaboraram pesquisas a respeito da primeira infância, a educação teve grandes contribuições destes estudiosos que começaram a estudar outras formas de desenvolvimento infantil. Neste contexto, percebe-se que estes foram os primeiros pedagogos a romperem com a escola tradicional da época, iniciando um novo período da história educacional, onde as crianças passaram a ser respeitadas como ser social, parte de uma sociedade, como seres ativos e não passivos que possuem uma identidade. Estes louváveis estudiosos propuseram uma educação sensorial, baseada na utilização de jogos e materiais didáticos manipulativos.
        No Brasil, no período imperial, quando foram instaladas as primeiras escolas infantis, tais idéias foram introduzidas, porém, chegando a seu ápice nos anos 20 e 30. Segundo Kishimoto (1993, pág.106), na década de 30, segundo relatos em depoimento de um diretor da escola primária, já se podia observar a influência da “escola nova”, que todo professor, que já tinha ouvido falar da mesma, sabia do valor dos jogos no ensino em todas as disciplinas. No entanto, a introdução dos jogos na escola primária não era bem visto. Pastor (apud Kishimoto, 1993), descreve a aversão dos pais pelo jogo: diziam que mandavam os filhos a escola para estudarem e não para brincarem. Nota-se que nesta época, especialmente nas escolas públicas, predominava o habito de utilizar jogos  para a aplicação dos conteúdos escolares, porém, o uso destes jogos não passava de emprego de materiais concretos, verificando-se de forma mais significativa que o ensino verbalista propunha. Neste contexto o ensino lúdico era totalmente direcionado por parte do professor, pois o recurso continuava sendo utilizado, somente no visual, pois o aluno apenas observava o professor manipular, assim a ação lúdica da criança não era valorizada.
     
       Nesta mesma década o jogo passa a ser entendido como capaz de atender interesses e necessidades infantis que se contrapunham ao que tem características e ritmos próprios e torna-se completo dentro de seu nível de desenvolvimento. Este período também é marcado pelo surgimento das brinquedotecas, consideradas como um espaço atraente preparado para estimular a criança a brincar e oportunizando-a ao acesso de uma grande variedade de brinquedos dentro de um ambiente lúdico, pois neste local elas brincam, inventam, expressam suas fantasias, seus desejos, seus medos, seus sentimentos e conhecimentos construídos a partir das experiências que vivenciam.

Surgiu nos Estados Unidos, na cidade de Los Angeles em 1934 (com empréstimo de brinquedos a crianças que não podiam comprar). Este serviço é utilizado até hoje e é chamado em Los Angelis de Toy Loan. Na Suécia, em 1963, iniciou-se uma experiência  com crianças com deficiências, com empréstimo de brinquedos e orientação às famílias. Depois disso  difundiu-se pelo mundo e vem a cada dia se ampliando, incorporando também em hospitais, centros comunitários e escolas.
No Brasil a primeira brinquedoteca foi montada pela APAE de São Paulo, em 1973, voltada a crianças com deficiências. Após esta experiência, as brinquedotecas se multiplicaram no país. Na APAE de Cuiabá foi montada a brinquedoteca no ano de 1999, hoje o governo de Mato Grosso investe em projetos elaborados pelas escolas especiais destinando verbas para a implantação de brinquedoteca nas escolas mediante os projetos aprovados pelo departamento de educação especial do estado.

Percebe-se hoje, que a brinquedoteca na educação cresce a cada dia, e ela é um grande agente de mudanças do ponto de vista educacional, uma vez que oportuniza a liberação da imaginação, criatividade e principalmente socialização das crianças. No entanto, para atingirem tais objetivos, elas devem ser estimuladas a brincar, proporcionando um ambiente alegre, amplo, colorido e bem agradável. As pessoas que trabalham como orientadoras em brinquedotecas são chamadas brinquedistas e devem ser carinhosas e alegres. Neste sentido, percebe-se que a brinquedoteca pode ter várias funções: pedagógica, social e comunitária.

A função pedagógica é a de oferecer possibilidade de bons brinquedos e ao mesmo tempo, brinquedos de qualidade. A função social é a de favorecer oportunidades as crianças de famílias economicamente menos favorecidas possam fazer uso de brinquedos. A função comunitária é a de favorecer que as crianças jogam em grupos aprendam: respeitar, ajudar e receber ajuda, cooperar e compreender os demais e se socializarem. Porém, para trabalhar em uma brinquedoteca é necessário um profissional que seja um educador; deve ter sua formação e conhecimentos de ordem psicológica, sociológica, pedagógica, artística, etc. Assim, deve ter aprofundado nas áreas do conhecimento que ampliam sua visão de mundo, ter conhecimentos sobre jogos, brinquedos e brincadeiras, que tenham determinação, iniciativa e saibam sorrir, cantar e, principalmente, que saiba e goste muito de brincar.

Devido aos relatos expostos, observa-se que a educação lúdica passou por  transformações contextuais ao longo dos tempos, entretanto, para melhor análise destas transformações, faz-se necessário um embasamento mais amplo, o qual pode ser analisado através das teorias de autores observadores do comportamento infantil: Froebel,  Piaget e Vygotsks, descritas a seguir.

De acordo com Queiroz (2003) aprendizagem lúdica é o “ato de  aprender brincando, com jogos, brincadeiras, desafios, músicas, teatros, cantigas”. O objetivo central da aprendizagem voltada para a ludicidade é levar o educando a ter autoconfiança e iniciativa, conceitos que refletirão na vida adulta. Conforme Becheheim,1968, p.168 (apud Queiroz 2003):

Abre-se, assim, um espaço propicio ao nascimento da Psicologia infantil, que desabrocha, no século XX, com a produção de pesquisas e teorias que discutem a importância do ato de brincar para a construção de representações infantis. Estudos e pesquisas de  caráter psicogenético, encabeçados por, Piaget, Vygotsks, Broner, entre outros, fecundam  relevantes  pressupostos para a construção de representações infantis relacionadas ás diversas áreas do conteúdo, influenciando as atividades curriculares dos novos tempos. Brincar é muito importante, porque, enquanto brinca estimula o desenvolvimento intelectual da criança, também ensina os hábitos necessários ao seu crescimento.

CONCEPÇÕES DE FROEBEL

Froebel defendia um ensino sem obrigações porque o aprendizado depende dos interesses de cada um e se faz por meio da prática. Ele comparava as crianças pequenas com as plantas que desde pequeninas necessitam de cuidados especiais para que possam se desenvolver plenamente. Com ênfase neste pensamento, fundou os kinderganten (jardim-de-infância), escolas especializadas na faixa etária equivalentes aos primeiros anos da criança. Valorizava tudo o que promovia o desenvolvimento integral, principalmente as atividades lúdicas, por compreender que o jogo auxiliava no desenvolvimento sensório-motor. Acreditava também que a alegria do jogo levaria a criança, de forma mais tranqüila, à aceitação do trabalho. Compreendia que outras atividades: música, poesia, também eram de grande valia, inclusive para a educação moral e religiosa. Froebel foi um educador pioneiro, uma vez que considerou o inicio da infância como fase de importância decisiva na formação das pessoas, considerando as brincadeiras como o primeiro recurso no caminho da aprendizagem, pois, por meio de jogos e brincadeiras a criança expressa sua visão de mundo. Com base nesse pressuposto, Kishimoto (1996, p. 42) enfatiza que:

É com Froebel que o jogo é entendido como objeto e ação de brincar, passa a fazer parte da história da educação pré-escolar. Partindo do principio de que, manipulando e brincando com materiais como bola, cubo e cilindro, montando e desmontando cubos a criança estabelece relações matemáticas e adquire noções primárias de Física e Metafísicas.


Portanto, ao criar muitas formas de utilizar o jogo como recurso pedagógico Froebel permitiu a criança à ação do brincar e ao mesmo tempo adquirir conhecimentos intelectuais importantes no espaço escolares onde diferentes conteúdos disciplinares puderam ser compreendidos. Froebel baseia sua teoria na tríade Deus – Homem – Natureza; para ele o ser humano, criado por “DEUS” possui imensa criatividade, e ao trabalhar a educação com o princípio “unidade vital” essa ação favorece a exteriorização e a interiorização, oportuniza a criança a conhecer DEUS em todas as suas obras, principalmente na Natureza. Relata ainda que o Homem deve harmonizar-se com a Divindade e a Natureza uma vez que DEUS é o principio para todo o desenvolvimento humano e a Natureza que é, por isso, o homem deve procurar e deixar brotar e florescer essa essência divina no interior de  si mesmo para então cultivá-la, e exteriorizá-la em suas criações. JESUS é para Froebel um exemplo da luta espiritual, representa a luta para a evolução e melhoria diária, então, na busca pela perfeição e com a união com DEUS automaticamente há a harmonia com a natureza. É válido lembrar que cada um possui sua individualidade que envolve o desenvolvimento dos seres e os fenômenos da natureza, por meio dessa lógica, acompanhando esse processo e compreendendo como se dá o referido desenvolvimento humano, então, ele compara o desenvolvimento da criança com as das sementes. Quanto mais ativa a mente da criança, mais ela é receptiva a novos conhecimentos. Na verdade Froebel fortalece os métodos lúdicos na educação, diz que o grande educador faz do jogo uma arte, um admirável instrumento para promover a educação para as crianças. Acreditava que a alegria do jogo levaria a criança, de forma mais tranqüila a aceitação do trabalho. Portanto, o educador deve estar sempre atento a esses dois processos que necessitam de uma ação para medi-los, precisam de vida e atividade, não de conceitos e palavras. Froebel, utilizando de uma psicologia do desenvolvimento, como sendo de fundamental importância para a educação faz uma divisão do desenvolvimento humano em três estágios: a primeira infância, a infância e a idade escolar. Nota-se que os referidos estágios apresentados por ele foram de forma bem mais detalhada do que fizera Pestaloze.

Explica que se o adulto observar o jogo e a fala da criança poderá analisar o nível de desenvolvimento no qual ela se encontra. Acreditava que na primeira infância, o importante é trabalhar a percepção e a aquisição da linguagem e no período propriamente escolar seria a vez de trabalhar religião, ciências naturais, matemática, linguagem e artes. O criador dos jardins-de-infância, esclarece que se faz necessário, traçar um caminho que seria deixar a criança livre para expressar seu interior e perseguir seus interesses. Froebel adotava, no entanto a idéia contemporânea do “aprender a aprender”. Para ele a educação se desenvolve espontaneamente. Quando mais ativa é a mente da criança, mais ela é receptiva a novos conhecimentos. Porém, o ponto de partida do ensino deveria ser os sentidos e o contato que eles criam com o mundo. No entanto seria de fundamental importância para a educação, a percepção, da maneira como ela ocorre evidentemente nos pequenos. Nota-se claramente que ele não descartava totalmente um ensino diretivo, visto como recurso legitímo, caso o aluno não  apresentasse o desenvolvimento esperado. Percebe-se que a pedagogia de Froebel pode ser considerada como defensora da liberdade. ”Agir Pensando e Pensar Agindo”; era o método ideal para evitar que o ensino abstrato prejudicasse o desenvolvimento dos talentos dos alunos. Destacava também a realização do autoconhecimento com liberdade, elegendo o jogo e os brinquedos, como grande recursos no processo de autoconhecimentos, através do exercício de exteriorização e interiorização da essência divina presente em cada criança, oferecendo oportunidades de se reconhecer e aceitar essa “Unidade Vital”, que direciona todas as suas vidas mostrando o caminho para se atingir a perfeição como ser humano - O “Aprender Fazendo”, proposto por ele, respeita primeiramente, a metodologia natural da criança.
Assim, a brincadeira é a chave principal para nos comunicarmos e conhecermos as crianças pequenas, ainda relata que desenvolve as características humanas das crianças auxiliando meninos e meninas a encontrarem e exercerem desde cedo o papel que lhes cabe na sociedade. Froebel acreditava que é por meio da brincadeira que a criança adquire um desenvolvimento pleno, pois é nesse período que ela se prepara para ser um adulto mais confiante e bem resolvido. Portanto, a brincadeira neste período não é trivial, é altamente séria e de profunda significância de fundamental importância para o desenvolvimento integral da criança.


Queiroz e Martins (2002) ressaltam que “Vygotsks atribui importante papel ao ato de brincar na constituição do pensamento infantil”. Para ele, a brincadeira proporciona ao educando a reprodução do discurso externo e a internalização deste, construindo assim seu próprio pensamento. Os autores ressaltam a correlação entre a ludicidade e  a aprendizagem, visto que, o jogo e a brincadeira (ludicidade) são por si só uma situação de aprendizagem, uma vez que, as regras e a imaginação favorecem a criança comportamento além dos habituais. Nos jogos ou brincadeiras  a criança age como se fosse maior que a realidade, contribuindo de forma intensa e especial para o seu desenvolvimento Alexis Leontiev (1968, apud Queiroz, 2003) afirma que:
É na atividade lúdica que o educando desenvolve sua habilidade de subordinar-se a uma regra, mesmo quando um estímulo direto o impele a fazer algo diferente. Dominar as regras significa dominar seu próprio comportamento, aprendendo a controlá-lo, aprendendo a subordiná-lo a um propósito definido. O jogo e a brincadeira permitem ao aluno criar, imaginar, fazer de conta, funcionam como laboratório de aprendizagem, permitem ao aluno experimentar, medir, utilizar, equivocar-se e fundamentalmente aprender.


Completa Queiroz e Martins (2002) que através do lúdico a criança “abandona o seu mundo de necessidades e constrangimentos e se desenvolve, criando e adaptando uma nova realidade a sua personalidade”. Os autores ainda acrescentam que a infância é o momento em que a brincadeira se torna uma oportunidade de afirmação de seu “eu”.

CONCEPÇÕES DE JEAN PIAGET

Piaget interpreta a inteligência como um processo de adaptação de dois momentos simultâneos e complementares, a organização e evolução dos períodos de desenvolvimento proposto por ele - a assimilação e a acomodação explicados abaixo:

A assimilação é a integração de elementos do mundo exterior na estrutura cognitiva, no entanto, este processo representa sempre uma tentativa de integração de aspectos experienciais aos esquemas previamente estruturados, ao entrar em contato com o objeto do conhecimento o indivíduo busca retirar dele as informações que lhe interessam deixando outras que não lhe são tão importantes visando sempre a restabelecer a equilibração do organismo.

A acomodação é a re-estruturação da estrutura cognitiva interna em vista dos dados novos do mundo exterior, por sua vez é através desse mecanismo arraigado na própria atividade motriz a criança constrói suas estruturas lógicas do pensamento, atravessando quatro estágios: sensório-motor; pré-operatório; operações concretas e operações formais.

Sensório-Motor (0 a 2 Anos): Neste estágio que  ocorre o desenvolvimento da consciência do próprio corpo, diferenciando do restante do mundo físico.
Desenvolvimento da inteligência em três estágios: reflexos de fundo hereditário, organização das percepções e inteligência prática
As primeiras informações recebidas pela criança são através dos órgãos dos sentidos e são eles que dão origem aos primeiros esquemas cognitivos onde serão construídos, mais tarde ,todos os demais esquema Porém para a criança representa todo o mundo que a cerca , por meio da percepção e do movimento. Começa a manifestar as primeiras atividades lúdicas.
Pré-Operatório (2 a 7 Anos): Ocorre o desenvolvimento da linguagem, com três conseqüências para a vida mental :”socialização”, com trocas entre os indivíduos; “desenvolvimento do pensamento”, a partir do pensamento verbal : finalismo (porquês) ,animismo e artificialismo; “desenvolvimento da intuição”A função simbólica se manifesta no jogo e na imitação e pode ser considerada uma forma de representação do mundo. Uma linguagem particular, construída, pela criança, onde os objetos e outras ações, no entanto podemos compreender o porque do faz-de-conta nada mais é do que a possibilidade de representar simbolicamente objetos e ações. Entre os 2 e os 6/ 7 anos aproximadamente, a atividade lúdica adquire o caráter simbólico: a criança representa seu mundo e o símbolo serve para evocar a realidade. Conversar com a boneca, brincar de médico, imitar bichos, se fantasiar, são brincadeiras de grande intensidade afetiva. Assim que as brincadeiras vão se aproximando mais do real ( a partir de 4 anos ), o símbolo. Porém nesta fase a crianças usam a linguagem para representar objetos ou eventos ausentes, usando as palavras com caráter simbólico.
De acordo com Piaget (apud Friedmann, 1999), ao longo do período infantil, o jogo pode ser estruturado de três formas: de exercício, simbólico, construção e regra e, neste sentido as brincadeiras evoluem conforme a faixa etária. É A partir delas que a criança tem acesso à cultura, aos valores e conhecimentos universais. A criança tem a oportunidade, através dessa interação com outras crianças e adultos, de cooperar, de competir, de praticar e adquirir padrões sociais que irá usar, mais tarde, nos seus encontros com o mundo.

A imitação através do jogo simbólico FREIRE (1989, pág. 45) relata que o jogo simbólico, caracteriza o brincar de fazer de conta, aquilo que não é. São representações livres, pouco vinculadas à realidade concreta, que refletem o nível de compreensão da criança em relação ao mundo que a cerca.

Os chamados jogos de construção constituem uma espécie de transição entre o jogo simbólico e o jogo de regras: através deles a criança começa a se inserir no mundo social e a se desenvolver rumo a níveis mais elevados de cognição. Esta é uma fase de passagem da fantasia para a realidade. Até aqui a atividade lúdica teve, como característica predominante, a de ser muito egocêntrica. Por volta dos 6/7 anos, a criança abandona esse egocentrismo em proveito da aplicação efetiva de regras e do espírito de cooperação entre os jogadores.

Operatório-Concreto (7 a 11 Anos): Desenvolvimento do pensamento lógico sobre coisas concretas: compreensão das relações entre coisas e capacidades para classificar objetos; superação do egocentrismo da linguagem; aparecimento das noções de conservação, de substância, peso, volume, tempo, espaço, velocidade, ordem, casualidade, já sendo capaz de relacionar diferentes aspectos e abstrair dados da realidade. Não se limita a uma representação imediata, mas ainda depende do mundo concreto para chegar ao abstrato, porém a criança terá um conhecimento real, correto e adequado de objetos e situações da realidade externa e, poderá trabalhar de modo lógico. Substitui o pensamento lúdico próprio da etapa anterior pela atividade crítica, não tolerando mais contradições entre o pensamento e ação.  Sente necessidade de explicar suas idéias e ações, assim
desenvolve a capacidade de representar uma ação. Verificamos como exemplos quando despeja-se a água de dois copos em outros, de formatos diferentes, para que a criança diga se as quantidades continuam iguais. A resposta é afirmativa uma vez que a criança já diferencia aspectos e é capaz de "refazer" a ação. Nesta fase pode-se observar uma cooperação que caminha para a socialização, que se desenvolve e dá suporte durante toda vida. Aos 6 anos, surgem os jogos de regras, onde as relações sociais se faz presente. A regra é uma regularidade imposta pelo grupo. Porém as regras podem ser transmitidas de uma geração a outra, relação entre as crianças de diferentes faixas etárias, ou de uma mesma geração, ou ainda nas relações com os mais velhos. Os jogos de regras caracteriza- se por ser uma combinação sensório- motora (corrida, jogo de bola, dentre outras) ou intelectual ( cartas, xadrez ), com competição dos indivíduos regulamentado por um código. Para Piaget (apud Cunha, 1988: 7) acerca do lúdico na escola o mesmo esclarece que os professores podem guiá-los, proporcionando-lhes os materiais apropriados, mas o essencial é que, para que uma criança entenda, deve construir ela mesma, deve reinventar, neste contexto o professor deverá ser o facilitador ao invés do direcionar.

Operatório-Formal (12 anos em diante): Desenvolvimento da capacidade para construir sistemas e teorias abstratos, para formar e entender conceitos abstratos, como os conceitos de amor, justiça, democracia, etc., do pensamento das noções de conservação, de substância, peso e volume. Percebe-se que a representação agora permite a abstração total. A criança não se limita mais a representação imediata nem somente às relações previamente existentes, mas é capaz de pensar em todas as relações possíveis logicamente buscando soluções a partir de hipóteses e não apenas pela observação da realidade. Em outras palavras, as estruturas cognitivas da criança alcançam seu nível mais elevado de desenvolvimento e tornam-se aptas a aplicar o raciocínio lógico a todas as classes de problemas. Na fase operatório-formal (dos 12 anos em diante) a inteligência da criança manifesta progressos notáveis, começa a raciocinar e já é capaz de pensar sobre os acontecimentos a sua volta. Na adolescência que é o período entre a infância e idade adulta, caracteriza-se pelo desenvolvimento biológico, psicológico e social. Nesta etapa, jogos envolvendo o raciocínio lógico, estratégias e a criticidade tendem a chamar a atenção dos adolescentes. Embora tais estágios enfatizem principalmente a maturação do sistema nervoso e a experiência com objetos concretos, Piaget (1998) em seus estudos relata a interação social como condição necessária para o desenvolvimento intelectual. Assim, para que a criança possa se desenvolver física e cognitivamente, torna-se importante que ela seja incluída em atividades grupais, sendo o jogo neste caso, um significativo instrumento para o seu crescimento.

CONCEPÇÕES DE VYGOTSKY

Já Vygotsky (1984) classifica o brincar em três fases. Durante a primeira fase a criança começa a se distanciar de seu primeiro meio social, representado pela mãe, começa a falar, andar e movimentar-se em volta das coisas. Pode-se dizer que esta fase estende-se até em torno dos sete anos. A segunda fase é caracterizada pela imitação, a criança copia os modelos dos adultos. A terceira fase é marcada pelas convenções que surgem de regras e convenções a elas associadas. Segundo Vygotsky (1984, p.39), o lúdico influencia enormemente o desenvolvimento da criança. “É através do jogo que a criança aprende a agir, sua curiosidade é estimulada, adquire iniciativa e autoconfiança, proporciona o desenvolvimento da linguagem, pensamento, interação e da concentração”. Percebe-se com isto que no ato de jogar, o sujeito desenvolve a capacidade imaginativa, possibilitando a construção de relações entre o imaginário pleno e o real. Nas considerações deste importante pesquisador é possível descobrir que a realidade imediata que a criança é capaz de construir e nela atuar possibilita ainda o ajuste ao real, acatando-a, negando-a ou modificando-a, através de sua capacidade de se interagir e se socializar com o ambiente. Sendo assim, através de jogos e brincadeiras a criança tem como possibilidade à aquisição de conhecimentos que afetarão em seu crescimento cognitivo.

Entender o papel do jogo na aprendizagem requer a percepção de estudos de
caráter psicológico, como mecanismos mais complexos, típicos do ser humano, como a memória, linguagem, atenção, percepção e principalmente: a aprendizagem. Elegendo a aprendizagem como processo principal do desenvolvimento humano, Vygotsky (1984, p. 35) afirma que:

A brincadeira cria para as crianças uma zona de desenvolvimento proximal que não é outra coisa senão a distância entre o nível atual de desenvolvimento, determinado pela capacidade de a brincadeira cria para as crianças uma zona de desenvolvimento proximal que não é outra coisa senão a distância entre o nível atual de desenvolvimento, determinado pela capacidade de resolver independentemente um problema, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da resolução de um problema, sob a orientação de um adulto, ou de um companheiro mais capaz.

Assim, constata-se que ao brincar a criança se interage com o ambiente e com isto vai construindo novos significados, utilizando para isto seu próprio potencial intelectual. De acordo com este pesquisador é no brinquedo que a criança aprende a agir numa esfera cognitiva. A criança comporta-se de forma mais avançada do que nas atividades da vida real, tanto pela vivência de uma situação imaginária, quanto pela capacidade de subordinação às regras. O jogo e a brincadeira estão presentes em todos as fazes da vida dos seres humanos, tornando especial a sua existência. De alguma forma o lúdico se faz presente e acrescenta um ingrediente indispensável no relacionamento entre as pessoas, possibilitando que a criatividade aflore, principalmente no ambiente escolar.

Ainda para Vygotsky:

(...)definir o brinquedo como atividade que dá prazer é insuficiente, porque existem outras experiências que podem se mais agradáveis á criança. O que atribui ao brinquedo um papel importante é o fato de ele preencher uma atividade básica da criança, ou seja, de um motivo para ação.  (Vygotsky;1984 aput Maluf,2003,pg47)


Para Vygotsky a imaginação da criança é um processo novo, no que constitui uma característica típica humana de uma atividade consciente. No entanto a imaginação se aflora, constatando a primeira manifestação da criança em relação ás restrições em  certas situações.

ANÁLISE DA PESQUISA

Percebe-se através da pesquisa de campo desenvolvida nas escolas públicas Municipais e Estaduais de Cuiabá e Várzea Grande - MT que 90% dos docentes realizam atividades lúdicas com sua turma; os entrevistados declararam que este recurso pedagógico é fundamental e indispensável e quando a escola os disponibiliza o trabalho fica ainda mais produtivo, além do que é inserido no planejamento desde o início do ano letivo.

Foi realçado os benefícios do trabalho com o lúdico, visto que este recurso oportuniza aos alunos atividades diárias e variadas tais como: músicas, cantigas de roda, adivinhas, trava-língua, jogos pedagógicos de memória, sequência lógicas, quebra-cabeça, encaixe, dominó, alfabeto móvel, diversos jogos educativos online, historinhas, dramatizações, teatro, jogos com bola, boliche etc.

Segundo seus relatos eles perceberam avanços extraordinários, pois os educandos ao desenvolverem uma imagem positiva de si mesmos; tornaram cada vez mais independentes, com confiança em suas capacidades e percepção de suas limitações, propiciando um aprendizado espontâneo e natural, estimulando a criatividade, socialização e na formação de seres críticos e com autonomia.

Nota-se mediante os relatos que existem profissionais totalmente comprometidos com uma educação de qualidade, onde seus trabalhos realmente são desenvolvidos com amor e dedicação na causa abraçada, voltados para a construção do conhecimento, aproveitando os conhecimentos prévios dos alunos. No entanto, 10% dos docentes ainda utilizam metodologias voltadas para a escola tradicional revelando que jogos na sala de aula levam os alunos a ficarem indisciplinados; além disso, acreditam que não há necessidade de trabalhar com jogos porque os educandos são trabalhados nas salas de aceleração, aula de informática, artes marciais, músicas (coral) e artes.
Percebe-se ainda docentes, nos dias de hoje, meros transmissores de conhecimentos, direcionando uma ação castradora e diretivas, que não se ajusta à vida cotidiana dos alunos, não lhes despertando o prazer de descobrir o conhecimento e não possibilitando a satisfação de criar. Entende-se, que não convém fazer um pré julgamento e/ou condenar tais profissionais, contudo, também não é permissivo o conformismo com esse desinteresse e descaso.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Tendo como base uma pesquisa científica, bibliográfica e de campo, onde autores como: Froebel (1782 -1852), Piaget (1975), Vygotsky (1984), entre outros que apresentam estudos importantes sobre a ludicidade, este trabalho oportunizou uma leitura para se refletir, fazendo assim uma breve caminhada na análise dos dados colhidos das entrevistas sobre a utilização dos jogos na educação. No entanto é possível afirmar que, naquelas escolas e com aqueles professores o trabalho com atividades lúdicas é um recurso didático fundamental considerando uma  forma de aprender e motivar, existe nos dias de hoje docentes,que valoriza a prática lúdica no contexto de sala de aula, porém existe professores que utilizam metodologias voltadas para a escola tradicional revelando que jogos na sala de aula levam os alunos a ficarem indisciplinados.

Todo docente deve estar aberto às mudanças que vem ocorrendo constantemente na educação, e não ter medo do novo, mais sim estar disposto a se capacitar e melhorar a cada dia sua prática pedagógica e excluir de vez as metodologias tradicionais.

Como esclarece Freire (1996), o professor tem que ser um eterno estudioso, indo sempre a busca de novos conhecimentos, acompanhar as mudanças que ocorrem a todo momento, deve ser um eterno aprendiz, e estar aberto para aprender com a realidade dos alunos, aproveitando seus conhecimentos prévios e experiências de vida que traz para a sala de aula.”

O PCN e o Referencial Curricular Nacional resgatam a importância da ludicidade no cotidiano escolar, assumir uma nova postura de educação do século XXI, se conscientizando que o brincar e o jogo são primordiais no trabalho pedagógico junto com as crianças.
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           Posso afirmar que por toda minha vivencia e experiência como educadora, os jogos e brincadeiras, são instrumentos valiosos, como recursos didáticos para o ensino-aprendizagem, torna-se prazeroso para a criança e amplia os seus conhecimentos prévios. Os jogos e brincadeiras favorecem a aquisição de condutas cognitivas e desenvolvimentos de habilidades de coordenação motora global, destreza, força, rapidez e concentração, contribuindo para a formação de atitudes sociais; respeito mutuo, cooperação, obediência de regras, senso de responsabilidades, de justiça, iniciativas pessoal e grupal, alegria e autoconfiança do domínio das expressões corporais de lateralidade do próprio corpo, das categorias espaciais e temporais, os limites que as próprias regras determinam, a socialização de condutas que caracterizam a vida adulta, assim a alfabetização possa vir a alcançar seus objetivos de forma de satisfatória ensinar e aprender. Porém se faz necessário que os professores compreendam melhor toda sua capacidade potencial e contribuir para com o desenvolvimento da criança. Com os estudos teóricos, alcançaram-se os objetivos desta avançassem, para que aconteça é preciso motivação com amor e carinho elevando sempre sua auto estima, acreditando no seu potencial, respeitando o tempo de cada um olhando como um ser social e histórico inserido no meio, tendo cada um sua individualidade e capacidade de aprendizagem e formando indivíduos mais confiantes e bem resolvidos.

REFERÊNCIAS

ARCE, Alessandra. O jogo e o desenvolvimento infantil na teoria da atividade e no pensamento educacional de Friedrich Froebel. Cad. Cedes. Campinas: Cedes, 2004 – disponível em: http://www.cedes.unicamp.br

FERRARI, Marcio. Friedrich Froebel – O formador das crianças pequenas. Disponível em http://www.revistaescola.abril.com.br

galeradepedagogia.webnode.com.br/news/friedrich-froebel/ br/ /friedrich-froebe/
www.nead.unama.br/site/bibdigital/.../brincar_com_crianca.pdf - Similares

MALUF, Ângela Cristina Munhoz. Brincar: prazer e aprendizado. Petrópolis: Vozes, 2003

NEGRINE, Airton da Silva; NEGRINE, Cristiane Soster. Educação Infantil: pensando, refletindo, propondo – Caxias do Sul, RS: Educs, 2010-09-19

penta.ufrgs.br/marcia/estagio.htm - Em cache - Similares Observação: a maioria dos exemplos foram retirados da reportagem "Jean Piaget", escrita pela jornalista Josiane Lopes, da revista Nova Escola, ano XI, nº 95, de agosto de 1996.
www.unicamp.br/iel/site/alunos/.../d00005.htm

Disponível em http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/rcnei_vol1.pdf

QUEIROZ, Tânia Dias (org.). Dicionário Prático de Pedagogia. 1ª ed. São Paulo: Rideel, 2003. 







[1] Graduanda do curso de Pedagogia da FAFI – Faculdade Afirmarivo – Cuiabá – MT.
[2] Professora orientadora, habilitada em Pedagogia e Letras, especialista em Linguística Aplicada ao Ensino de Língua Portuguesa e Mestre em Educação pela UFMT – Linha de pesquisa: Educação e Linguagem.